Tornar-se Pai

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Eu encontro-me num espaço ínfimo que ficou entre a mãe e o meu filho! Não sei onde me coloco para melhor poder atender os dois! Não sei ser pai por agora, nem sei como me posicionar enquanto marido. Entendo que até nesse espaço ínfimo me sinto inútil quando tudo envolve o momento do materno. Não tenho peito mas gostaria de ter biberão; também eu tenho um coração que bate pelos dois mesmo que só agora ele o possa ouvir; não tenho o rosto da mãe, que mimetizou o rosto do meu filho mas, também eu quero muito um rosto novo de pai!

Por onde começo, “santa paternidade”? Como o faço? Serei capaz? E depois? O que resta de mim enquanto filho?

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Um mais um é igual a três.

Nesta equação que começa mal o desejo de  ser pai se instala e o pensamento engravida , o pai, excluído por agora do ponto de vista físico como se o seu papel fosse secundário no todo, fica reduzido a um espaço sombreado  pelo perfil da mãe; também ele sonha mas, parece que não se espera que o seu sonho se iguale ao da mãe que transporta no seu ventre o sonho feito real; também ele o idealiza mas, o papel principal, as mudanças claras de “estarem grávidos” só a mãe o operacionaliza.

E o desafio é dos dois e, cada um a seu tempo, ou, ao mesmo tempo! O bebé nasce dentro dos dois, enquanto desejo, enquanto sonho; o pai, só o sente e segura, enquanto sonho real,  após os nove meses; o pai nasce, ao mesmo tempo que o filho; e surpreende-se pelo mundo novo cheio de afecto, ternura e amor incondicional ao mesmo tempo com que se depara e acorda para angústia, a incerteza e o medo de ser ou não ser capaz de ser pai!

Como diz o refrão da música:

“ Se é contigo que vai ser, então, que seja sem medo”…

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Eu encontro-me num espaço ínfimo que ficou entre a mãe e o meu filho! Não sei onde me coloco para melhor poder atender os dois! Não sei ser pai por agora, nem sei como me posicionar enquanto marido. Entendo que até nesse espaço ínfimo me sinto inútil quando tudo envolve o momento do materno. Não tenho peito mas gostaria de ter biberão; também eu tenho um coração que bate pelos dois mesmo que só agora ele o possa ouvir; não tenho o rosto da mãe, que mimetizou o rosto do meu filho mas, também eu quero muito um rosto novo de pai!

Por onde começo, “santa paternidade”? Como o faço? Serei capaz? E depois? O que resta de mim enquanto filho?

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Um mais um é igual a três.

Nesta equação que começa mal o desejo de  ser pai se instala e o pensamento engravida , o pai, excluído por agora do ponto de vista físico como se o seu papel fosse secundário no todo, fica reduzido a um espaço sombreado  pelo perfil da mãe; também ele sonha mas, parece que não se espera que o seu sonho se iguale ao da mãe que transporta no seu ventre o sonho feito real; também ele o idealiza mas, o papel principal, as mudanças claras de “estarem grávidos” só a mãe o operacionaliza.

E o desafio é dos dois e, cada um a seu tempo, ou, ao mesmo tempo! O bebé nasce dentro dos dois, enquanto desejo, enquanto sonho; o pai, só o sente e segura, enquanto sonho real,  após os nove meses; o pai nasce, ao mesmo tempo que o filho; e surpreende-se pelo mundo novo cheio de afecto, ternura e amor incondicional ao mesmo tempo com que se depara e acorda para angústia, a incerteza e o medo de ser ou não ser capaz de ser pai!

Como diz o refrão da música:

“ Se é contigo que vai ser, então, que seja sem medo”…