Tornar-se Mãe

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Perdi-me entre o desejo que se fez real e o teste que deu positivo! Faço o quê com isto agora?  Estou feliz? Acho que sim! Não, não estou! Assustada? Acho que sim! Não, não estou! Mas queria ser mãe? Claro que sim! Mas agora, agora, não sei! Vou contar a novidade! Não, não vou!

Mas estou feliz! Vou ser mãe!

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E tudo começa assim de uma forma simples; agora, não se está no hiato entre o desejo e o concreto! No desejo imperava a fantasia de se engravidar; no concreto há uma pequena ”caneta” que diz que se está grávida!

E nasce uma mãe!

Há um tempo de espera para a maturação da ideia de que, ao fim de nove meses, a filha, torna-se mãe e o bebé, torna-se filho! Até lá, nesta dança ensaiada a dois, a um ritmo que ainda é um só, a mãe vai fantasiando sobre este par que não conhece mas sabe que será um misto de si e do pai; olhos azuis? Castanhos? Loiro? Moreno? Que importa? Afinal, por agora, são um só. Pelas margens deste caminho, desta espera feliz que iniciou em parceria com o pai, talvez,  esta mãe, às vezes, se sinta  sozinha com os seus medos, dúvidas e angústias que não são companhia aceitável para quem está em estado de graça; pelo menos é o que lhe dizem as amigas, a mãe e as mulheres que já estiveram grávidas e que vai encontrando pelo caminho; nesta espera, às vezes, esta mãe, talvez desespere…

Neste corpo que se transforma todos os dias, também esta mãe se vai construindo e transformando; há milímetros de incertezas, centímetros de inseguranças e metros de certezas questionáveis em cada pedaço do seu corpo que cresce para lá do aceitável aos seus olhos: onde largou a mulher que até aí residia em si? Onde está a mulher por quem o seu homem, pai do seu filho se apaixonou? Neste tornar-se mãe, entre o amor e o receio de não se ser capaz de ser mãe, talvez, esta mãe, tenha medo…

Mas, como diz o refrão, “ se é contigo que vai ser, então, que seja sem medo”! 

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Perdi-me entre o desejo que se fez real e o teste que deu positivo! Faço o quê com isto agora?  Estou feliz? Acho que sim! Não, não estou! Assustada? Acho que sim! Não, não estou! Mas queria ser mãe? Claro que sim! Mas agora, agora, não sei! Vou contar a novidade! Não, não vou!

Mas estou feliz! Vou ser mãe!

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E tudo começa assim de uma forma simples; agora, não se está no hiato entre o desejo e o concreto! No desejo imperava a fantasia de se engravidar; no concreto há uma pequena ”caneta” que diz que se está grávida!

E nasce uma mãe!

Há um tempo de espera para a maturação da ideia de que, ao fim de nove meses, a filha, torna-se mãe e o bebé, torna-se filho! Até lá, nesta dança ensaiada a dois, a um ritmo que ainda é um só, a mãe vai fantasiando sobre este par que não conhece mas sabe que será um misto de si e do pai; olhos azuis? Castanhos? Loiro? Moreno? Que importa? Afinal, por agora, são um só. Pelas margens deste caminho, desta espera feliz que iniciou em parceria com o pai, talvez,  esta mãe, às vezes, se sinta  sozinha com os seus medos, dúvidas e angústias que não são companhia aceitável para quem está em estado de graça; pelo menos é o que lhe dizem as amigas, a mãe e as mulheres que já estiveram grávidas e que vai encontrando pelo caminho; nesta espera, às vezes, esta mãe, talvez desespere…

Neste corpo que se transforma todos os dias, também esta mãe se vai construindo e transformando; há milímetros de incertezas, centímetros de inseguranças e metros de certezas questionáveis em cada pedaço do seu corpo que cresce para lá do aceitável aos seus olhos: onde largou a mulher que até aí residia em si? Onde está a mulher por quem o seu homem, pai do seu filho se apaixonou? Neste tornar-se mãe, entre o amor e o receio de não se ser capaz de ser mãe, talvez, esta mãe, tenha medo…

Mas, como diz o refrão, “ se é contigo que vai ser, então, que seja sem medo”!